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ANÁLISE DE STREET FIGHTER (ARCADE)

STREET FIGHTER
★★★
Tipo:Jogo
Ano:1987
Gênero:Luta
Produtora:CAPCOM
Formato:Arcade Board
Observações:A.K.A:Fighting Street
Jogo originário da série famosa que tornou a Capcom conhecida no mundo todo.
Esse jogo ficou desconhecido em grande parte do mundo até uns doze, treze anos atrás,mas veio à luz com o advento da emulação. Lembro como se fosse hoje, a revista Ação Games alardeando que tinha "descoberto" um Street Fighter que ninguém conhecia. Trazia essa revelação "bombástica" com chamada de capa, e para muitos brasileiros, a imagem desse jogo era inédita.

Ryu, personagem principal da série, está ligeiramente diferente da versão que ficou conhecida no mundo, com cabelos ruivos e sapatilha vermelha nos pés acompanhando o seu quimono. A história dele é semelhante à sua story line no SFII, um lutador de karatê shotokan que viaja ao redor do mundo procurando desafiantes para provar a sua força.

É interessante notar, que dois anos depois, em 1989, chegava aos arcades Final Fight, um beat'em'up com personagens próprios, Guy, Haggar e Cody, um arcade de pancadaria, também produzido pela Capcom. Isso explica o porquê de muitos personagens da série Final Fight surgirem depois em outros jogos da Série Street Fighter, como Cody e Guy durante a série Alpha e Hugo em Street Fighter III, para ficar só nesses exemplos. Quando Final Fight esteva perto de ser lançado, surgiram alguns anúncios do jogo com o curioso título de "Street Fighter 1989". Depois, mudaram de ideia, viram que nenhum dos personagens do jogo correspondia ao jogo anterior e o jogo se tornou o Final Fight. Mas são séries correlacionadas, vide também que o bônus de quebrar o Lexus LS400 no SFII originou-se no Final Fight. A Capcom foi reciclando ideias e colocando em ambos os jogos. Em Final Fight ainda há easter eggs do Guile e da Chun-Li, mas não recordo se é na versão original que isso ocorre ou em suas conversões para consoles caseiros.

Mas retomando: o jogo possui belos gráficos e como já é tradição nos jogos da série, as lutas ocorrem em lugares inspirados em locações reais do mundo real, como a muralha da China, o monte Rushmore, um castelo na Inglaterra, palácios na Tailândia e mesmo em frente à gigantescas estátuas do Buda e demais locações relacionadas. O jogo tem várias frases digitalizadas. Sempre que você vence um adversário diferente, ele repete a mesma frase: "Quanta força! Mas não esqueça que tem milhões de caras que nem você ao redor do mundo". Quando ganham, todos repetem a mesma lorota: "Você tem muito o que aprender para que possa vir a me derrotar. Tente de novo, novato.".O interessante é que apesar de haver várias vozes digitalizadas, as vozes de todos os lutadores é a mesma. Na versão americana, Ryu fala os nomes dos golpes epeciais em inglês: "Ball of Fire", "Dragon Punch", etc.

O jogo possui também fases bônus que remetem aos bônus do Mortal Kombat, onde o personagem deve quebrar tijolos com as mãos ou toras de madeira com os pés. Um fato curioso , é que um dos desafiantes de Ryu é um ninja (Geki) que possui um golpe muito semelhante ao do Reptile no MKII: o de sumir e surgir em outro ponto da tela além de atirar shurikens nos inimigos , como o Shinobi da Sega.

O jogador pode escolher apenas Ryu ou Ken , sendo que para escolher o Ken, tem que usar o controle do segundo jogador, inserindo mais uma ficha na máquina. Escolhe entre quatro países para iniciar as lutas, sendo que enfrentas 2 representantes de cada país e o último país (não selecionável) é a Tailândia onde enfrentas Adon, seguidor de Sagat, como sub-chefe e Sagat que mantinha até então o título do campeonato.

Japão, China , Estados Unidos e Inglaterra são os países que estão disponíveis para o jogador começar o desafio. Enfrenta no total 10 oponentes, sendo eles:
Retsu: (Japão) Retsu , um monge japonês que abandonou o karatê shotokan , porém resolveu participar do torneio promovido por Sagat, abandonando-o na metade.
Geki: (Japão) Ninja mestre do Ninjitsu , é também um assassino de aluguel, e participou com uma organização secreta do primeiro torneio e dizem os rumores que a intenção era matar Sagat, porém se aposentou e treina uma nova geração de ninjas em seu próprio dojo. Durante os combates usa shuriken, uma garra e teleporte.
Joe: (EUA) Um capanga que luta em uma ferroviária, muito semelhante ao cenário do Sodom no Street Fighter Alpha, e por ser um morador de rua, prefere ser um lutador para sobreviver. É adepto do estilo "luta de rua".
Mike: (EUA) Personagem controverso da saga Street Fighter. Alguns dizem que,pelo seu nome "Mike" e por ser um campeão de boxe, seria a primeira aparição de Mike Bison do SFII. No entanto, existem indícios na internet de que a Capcom já refutou essa possibilidade afirmando que Mike (SFI) era um campeão de boxe e Mike Bison é um aspirante a ser campeão. Mas é curioso que ambos personagens compartilhem tantas características físicas semelhantes, inclusive o estilo de luta e as feições faciais quase idênticas. Enfim, parece que, a versão oficial é de que não são o mesmo personagem. Também era capanga e viu na luta de rua uma oportunidade de aplicar suas próprias regras de boxe sem se prender às regras tradicionais do estilo.
Lee: (China)Mestre de kung fu, entrou no torneio para testar suas habilidades e é capaz de terminar uma luta em poucos segundos. Lee é seu último nome, sendo que o primeiro é desconhecido, existe um boato dizendo que foi morto pela máfia após ter sido derrotado durante o SF1.
Gen: (China)Um dos lutadores mais idosos da série, já contava com mais de 70 anos durante a época dos torneios Alpha (Zero), grande mestre do kung fu chinês, possuidor de uma técnica secreta e mortal que para a corrente sanguínea do adversário podendo levá-lo a morte. Perdeu o torneio SF1 de forma inexplicável.
Eagle: (Inglaterra) Luta com um par de barras em ambas as mãos, segundo ele, luta pela rainha.Um segurança contratado para derrotar Sagat.Depois de ser derrotado no torneio voltou a ser um segurança e regressaria novamente somente em SFA3.
Birdie: (Inglaterra) Um lutador de luta-livre e luta de rua, Birdie é um grandalhão que está de saco cheio do mundo do wrestling,entra no torneio em busca de adversários poderosos.
Adon: (Tailândia) Lutador de Muay Thai, entrou no torneio para provar que vai muito além disso, se decepcionou com a derrota de Sagat para Ryu , pois em sua visão Sagat tinha desonrado o Muay Thai.Desafiou Sagat para um duelo de "Rei do Muay Thai" no qual saiu vencedor, porém, Sagat fez um estrago tão grande em Adon, que este ficou meses no hospital para se restabelecer completamente.
Sagat: (Tailândia) Considerado o rei do Muay Thai, Sagat perdeu o torneio após ser derrotado por Ryu que desferiu um shoryuken fatal em seu peito, causando nele uma enorme cicatriz.

A jogabilidade e a música são os dois pontos fracos do jogo. Enquanto em SFII a jogabilidade é fluída e precisa e as melodias das músicas remetem aos cenários e nacionalidades dos competidores, em SFI a música é totalmente indiferente. Não possui um vínculo com os personagens e muito menos com os cenários. A jogabilidade é muito imprecisa. E não é só para soltar os golpes especiais, tarefa quase impossível no joystick, voadoras e outros golpes não saem de forma precisa. Então, ao invés do jogador adotar alguma estratégia de luta, sai aleatoriamente e desesperadamente partindo pra cima do adversário, técnica que às vezes dá certo e às vezes não porque a inteligência artificial dos oponentes, com exceção a do Sagat, é quase nula. Quando enfrentamos Sagat, e ele está com pouca energia, passa a apelar com a magia (o famoso "Tiger")sem parar.

Como já dito antes, devido a jogabilidade imprecisa, é fácil errar golpes e levar outros tornando a luta uma verdadeira loteria nesse jogo. Talvez por causa disso, o jogo não tenha tido a mesma fama do seu sucessor. Apesar de dizerem que o jogo foi um "fracasso" no seu lançamento, desconfio dessas informações, pois não era nascido na época para comprová-las e porque existem conversões desse Street Fighter para Turbografx, PC e inclusive para o Amstrad CPC. Se tivesse sido tido a recepção fraca que disseram sequer teriam convertido o jogo pois seria sinônimo de desperdício de dinheiro. Enfim, a jogabilidade é frustrante, as músicas não ajudam e as animações são inferiores as do Street Fighter II. Ainda assim, não tivesse sido esse jogo, talvez não existisse o famoso sucessor.

Por outro lado, os gráficos são bons, os personagens bem definidos e variados, os cenários interessantes e o jogo trouxe o inovador sistema de 6 botões para os Arcades. Então, apesar da jogabilidade ruim e da música insossa havia coisas bacanas no jogo, que talvez tivesse ganhado uma nota maior se a jogabilidade fosse mais caprichada. O sistema de colisão do jogo funciona, mas é também, um tanto quanto estranho. Provavelmente por causa da forma como se desenrolam os combates. A barra de energia é bem menor do que a tradicional usada a partir de Street Fighter 2 e as magias tiram boa parte da energia, então não sei se não era uma estratégia dos programadores tornarem a execução dos golpes especiais quase impossíveis para que o jogo não se tornasse fácil demais.

O jogo que inspirou a realização desse primeiro Street Fighter foi um jogo de luta da Konami, conhecido como Yie Ar Kung-Fu, esse jogo por sua vez , é conhecido por ser a base dos jogos de luta modernos.

Em resumo: o jogo , embora não tenha se tornado mundialmente conhecido, é um marco na história dos videogames e principalmente nos jogos de luta uma vez que foi o precursor do jogo que seria responsável pela popularização dos jogos de luta nos Arcades, consoles domésticos e computadores pessoais. Pesando os prós e os contras, é possível notar uma certa grandiosidade e originalidade por parte dessa obra, que evoluiu e se tornou um jogo admirado por muita gente e jogado até os dia de hoje. Vale a pena.




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